O Natal está chegando e junto a ele o espírito de solidariedade acaba brotando no peito de algumas pessoas. Seja o motivo que for, pessoas doam um pouco de si e do que têm para ajudar a transformar a data em um momento especial e mais feliz para terceiros. O professor Osvaldo Isensee é um desses exemplos. Pelo quarto ano consecutivo, ele é responsável por uma ação que busca presentear crianças carentes durante a época natalina.

A campanha de Osvaldo é bem simples. Todo início do mês de novembro, ele deixa a caixa de correio de sua casa disponível para que crianças do município deixem uma cartinha endereçada ao Papai Noel. Entre o final de novembro e o começo de dezembro, o professor encerra o recebimento e começa a procurar pessoas que teriam interesse em realizar o pedido dos pequenos.

Segundo o professor, ele recebe todo ano cerca de 70 a 80 cartinhas, de diversos bairros, como Porto das Balsas, São Domingos I, São Paulo e Meia Praia. “Geralmente, são dos bairros mais periféricos, digamos assim”, explicou Osvaldo.

 Pedidos

Os pedidos são variados, que vão desde carrinhos de controle remoto a bonecas, até roupas e cesta básica. “As próprias crianças pedem comida pra família. Aí eles colocam na carta que alguns pais estão desempregados e tudo mais. Algumas cartas vêm com o descritivo da realidade delas”, comentou.

Cerca de 75% dos pedidos são atendidos. Isto porque atendê-los depende de uma série de variáveis, como o valor do presente, a quantidade de pessoas que participam da campanha e até a verdadeira situação da família. Osvaldo conta que é feita uma sondagem para checar a veracidade das informações, se a criança é mesmo carente. E, se realmente for, ele e os demais padrinhos das cartas ainda tentam ajudar além do presente pedido.

Como começou?

O que despertou em Osvaldo esse desejo de levar a alegria do Natal para algumas crianças carentes começou no período em que trabalhava na direção do Centro de Educação Complementar Cidade da Criança, onde havia várias classes sociais e jovens que não tinham a condição de ter um brinquedo sequer. No local, era feita uma festa natalina, patrocinada pelo Rotary Club. Osvaldo relata que após sair da direção, ficando ainda como professor no local, resolveu adaptar a ideia e seguir com sua própria ação, que cresce ano após ano em termos de colaboradores.

Busca voluntários

A coleta das cartas já terminou e agora Osvaldo está em busca de pessoas que queiram ser padrinhos dessas crianças. Quem tiver interesse em ajudar pode entrar em contato diretamente com ele através do telefone (47) 99919-9059. O organizador da ação também precisa que alguém colabore para ser o Papai Noel na hora das entregas, além da doação ou empréstimo de uma roupa do bom velhinho. A entrega dos presentes será feita no dia 25 de dezembro, domingo, em pleno Natal.

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