Falta menos de 30 dias para iniciar a temporada de verão. Será que o município está preparado para receber os turistas, veranistas e os próprios moradores?

No último dia 19, a Fundação do Meio Ambiente (Fatma) realizou um teste de balneabilidade nos quatro pontos da praia de Navegantes, e classificou a Foz do Rio Gravatá como imprópria para banho. Como fazer para melhorar a situação até o início da temporada? Segundo o superintendente interino da Fuman, Marcos Muller, é preciso abrir uma discussão técnica entre os municípios de Navegantes e Penha para definir “ações práticas e sustentáveis”, tendo em vista que o rio faz divisa em ambos. “A qualidade das águas costeiras, principalmente das praias, é bastante influenciada pelas condições de saneamento básico. Quanto maior cobertura da rede de tratamento, menor a chance de que esse aporte ocorra, o que contribui para a manutenção das boas condições de balneabilidade”, comentou.

Dentre essas ações, Marcos aponta as seguintes: melhor tratamento de efluentes (em conjunto com Penha); regularização fundiária (ação das prefeituras); e conscientização da população regularmente estabelecida.

Outra questão relacionada da praia são as obras da prefeitura com a continuidade do projeto de recuperação de infraestrutura da praia, com o enrocamento de pedras, que servirá de base para a reconstrução do deque. Segundo a prefeitura, o material que vem sido depositado no local servirá de base para a construção do novo deque de madeira, que contará com cerca de 500 metros de extensão, com 11 rampas de acesso. A previsão de conclusão é até o dia 20 de dezembro.

Dinheiro na conta

De acordo com o secretário de Governo, Waldir Aparecido Lopes Ramos, o Governo Federal já liberou 100% do recurso para esta obra – a primeira parcela foi liberada em 21/12/2017 e a segunda em 05/04/2018.

Expectativa

Diante da falta de faixa de areia, como os comerciantes esperam a chegada da temporada? Juliana Marchi, proprietária de um restaurante no Gravatá, tem seu negócio há dois meses e disse que durante os feriados de novembro já deu para notar uma melhora no movimento. “A gente sabe que não vai ser como nos outros anos, em que bombava o Gravatá”, disse, mas ponderou que apesar disso a expectativa é boa. “Claro, ninguém vai ficar rico no verão, mas vai dar para dar um up”.

Pessimista

Itamar Pereira, proprietário de uma sorveteria em frente ao mar, não está otimista. Com o negócio há alguns anos na cidade, ele diz que na temporada passada, devido à falta de faixa de areia na praia, o movimento já caiu em torno de 30% e acredita que a tendência é ser pior desta vez, porque “esse ano todo mundo já sabe” da situação. Segundo ele, em novembro percebeu que a cidade estava cheia, mas ninguém estava de fato na praia consumindo, uma vez que não há areia.

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