A Secretaria Municipal de Segurança Pública irá lançar, na próxima semana, oficialmente o novo sistema de câmeras de monitoramento da cidade. O projeto pretende criar um banco de dados com todos os veículos que entram e saem de Navegantes, além de monitorar as movimentações dentro do perímetro urbano, facilitando, por exemplo, na identificação de carros roubados até a investigação de crimes realizados em todos os bairros.

No momento, funcionam dois sistemas de videomonitoramento. O mais recente, que saiu da fase de testes agora no mês de janeiro, consiste em 30 câmeras, espalhadas por todos os bairros do município, capazes de realizar leitura de placas veiculares e também projetada para fazer leitura de biometria facial. Em três meses, os equipamentos catalogaram mais de 600 mil placas, segundo a Secretaria de Segurança.

De acordo com o secretário da pasta, Johnny Coelho afirma que o foco do trabalho de videomonitoramento é identificar veículos furtados, que são usados em assaltos e roubos na cidade, além de crimes de trânsito. “Tivemos pelo menos 12 crimes de trânsito, omissão de socorro, fuga, que conseguimos capturar as placas e filmar os acidentes”, contou Johnny. Além disso, a vigilância também foi capaz de identificar a placa de veículos utilizados em quatro assaltos/furtos.

BBB dengo-dengo

Com essas câmeras, nenhum veículo entra ou sai do município sem ser flagrado por elas. Segundo Johnny Coelho, ao digitar uma placa no sistema de monitoramento, é possível checar todas as vezes em que aquele veículo foi filmado, incluindo local, data e horário. A pasta tem realizado a comunicação direta com as polícias civil e militar sobre tais informações. Ambas possuem o acesso remoto das câmeras via smartphone e trabalha-se para que os órgãos possuam a central completa.

Investimento alto

O valor para conclusão do sistema soma R$ 14 mil por mês, R$ 168 mil/ano. O montante é para o pagamento da instalação e uso do software (programa de computador), da instalação e manutenção de todas as câmeras e do sinal de internet. Johnny argumenta que o investimento para adquirir todo o equipamento, somados à manutenção, traria gastos muito pesados para o município. “Com a locação, não somos responsáveis por nada. O equipamento tem que estar funcionando”, disse.

População contribui

Nesta segunda fase do sistema de monitoramento, lançada em agosto de 2017, foi montado um esquema de câmeras populares, contando com a ajuda dos munícipes, que permitem que a prefeitura utilize os aparelhos instalados em frente as suas residências ou comércios. Cerca de 30 câmeras populares integram hoje o sistema de monitoramento da Secretaria de Segurança.

Expectativa

A projeção é que até meados de 2019 a secretaria conte com mais 100 câmeras, ampliando para 160 ao todo – cerca de metade desse montante deve fazer parte do monitoramento com leitura de placas e biometria facial.

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