Na tarde de ontem (01), aconteceu o julgamento de Fábio dos Santos Esposito. Ele é o único suspeito e réu confesso do latrocínio (roubo seguido de morte) que vitimou o taxista Laércio João Vieira, de 62 anos. O crime, que ocorreu em setembro de 2017, pode ter enfim um sentenciamento por parte da Justiça.

A família da vítima diz estar esperançosa de que a justiça será feita durante o julgamento, ainda que com ou sem condenação, isto não irá reparar os danos causados às pessoas próximas de Laércio.

Porta voz da família, Eduardo Vieira era sobrinho do taxista, mas mantinha uma relação muito próxima com ele, que descreve como de “pai e filho”. Apesar de ter o culpado atrás das grades, Eduardo fala que para a família “conforto não tem, pois uma hora ou outra ele estará solto”. Com relação à adaptação, Eduardo conta que não tem sido nenhum pouco fácil. “Nossa família é muito unida e a perda é irreparável. Estamos buscando seguir em frente, pois sabemos que sempre que precisar, estaremos prontos para apoiar uns aos outros”, declarou.

O crime

O crime ocorreu no dia 12 de setembro de 2017. Na ocasião, Laércio, e sua esposa Mariza, estavam caminhando na avenida Prefeito Cirino Adolfo Cabral (beira-mar), próximo à antiga sede da Secretaria de Saneamento Básico (Sesan), por volta das 10h. O taxista foi a abordado por um assaltante, segundo consta por Fábio Esposito, que tentou levar a corrente de ouro que estava em seu pescoço. As testemunhas disseram que Laércio reagiu, e o criminoso acabou atirando três vezes contra a vítima. Os tiros acertaram no peito e na cabeça do senhor de 62 anos. Devido à gravidade dos ferimentos, o taxista acabou morrendo antes mesmo de o socorro chegar.

A investigação

A polícia conseguiu chegar ao responsável pelo crime através de imagens de câmera de segurança e o retrato falado. O assaltante fugiu a pé, deixando pelo caminho um capacete, a chave de uma moto e um moletom, e usava calça jeans azul, tênis preto e camisa manga comprida branca.

Alta criminalidade

Segundo dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP/SC), foram três latrocínios registrados no município até o final do mês de novembro – ainda não foram disponibilizadas as estatísticas de dezembro. Entretanto, a quantidade de homicídios assusta. Segundo o 25º Batalhão da Polícia Militar de Navegantes, foram 35 homicídios registrados no município em todo o ano de 2017. Conforme dados da SSP/SC, em 2016 foram contabilizados 16 homicídios dolosos.

Sentença

Até o fechamento desta edição ainda não havia sido divulgado o resultado do julgamento, que aconteceu no Fórum de Navegantes, onde populares estenderam uma faixa pedindo justiça.

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