Em uma força conjunta, empresários da cidade criaram o Instituto Renova Navegantes, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), cujo intuito principal é tentar criar soluções para os problemas enfrentados hoje na Praia do Gravatá. Atualmente, o grupo está focado em contratar uma empresa para fazer o estudo e o projeto para tentar salvar a praia mais cobiçada no verão navegantino.

Nos últimos meses foram realizadas diversas reuniões para discutir a situação do balneário, juntamente com empresários e técnicos para avaliar a situação da praia. Empresas de dentro e fora do estado foram convidadas para participar das conversas. Algumas delas já se reuniram com o grupo duas ou três vezes, estando próximas de serem contratadas para realizar o estudo a fim de verificar quais são as possíveis soluções, juntamente com os projetos para execução das obras que serão necessárias para sanar os problemas encontrados na orla marítima daquele bairro.

Segundo Rinaldo Luiz de Araújo, presidente da entidade, o processo é complexo e por isso é necessário que todas as dúvidas sejam sanadas para que no futuro não haja problemas, por exemplo, com licenças ambientais. A ideia é conseguir, com fundos oriundos de doações para a Oscip – via empresários (em especial, da construção civil) – e quem mais quiser contribuir, pagar a empresa que ficará encarregada de realizar o estudo e o projeto da praia. A contabilidade seria aberta ao público, dando a maior transparência possível ao processo.

Evita burocracia

Não há ainda um valor acertado, mas o intuito é conseguir, de preferência, que a mesma empresa realize o estudo e o projeto – que são duas coisas diferentes. Via iniciativa privada, ambos podem ser realizados em até cinco meses. De acordo com Rinaldo, caso fosse realizado via licitação pelo Poder Público, estudo e projeto teriam que ser feitos separadamente, com duas licitações diferentes, levando em torno de dois anos para a conclusão somente da documentação, sem nem iniciar a obra.

Poder Público

Após realizados, estudo e projeto serão entregues à prefeitura, para que ela busque fundos para poder executar a obra de engodamento da faixa de areia. O Poder Público tem se mostrado favorável ao acordo, ao que tudo indica. Uma das condições impostas pelo Instituto Renova Navegantes é a de que seja aberto um fundo da administração municipal para angariar recursos, ao longo dos anos, para que seja utilizado na manutenção da obra, haja vista que nenhuma intervenção na praia irá resolver o problema de forma permanente.

Órgão ambiental

Em novembro do ano passado, a Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fuman) já havia confirmado que o engodamento natural da praia, com retirada de areia do oceano, era uma das possíveis soluções para o problema, já que o enrocamento era apenas uma medida paliativa e que, ao longo prazo, acaba sendo danosa à praia.

Opção em vista

Para solucionar o problema, trabalha-se com a possibilidade de engodamento simples, em que se contrata uma draga para buscar areia em um local, chamado de jazida. Há duas jazidas conhecidas nas proximidades: uma utilizada por Piçarras e outra por Balneário Camboriú. É necessário analisar se elas possuem a mesma granulometria da areia da praia do Gravatá. Devido à distância, o custo da operação seria menor caso a de Piçarras fosse compatível.

Olho no futuro

As soluções podem variar no quesito tempo, dependendo da quantidade de areia posta, entre cinco a sete anos, aproximadamente. Após o período pré-estabelecido, uma nova remessa de areia deve ser realizada e por isso é preciso ter fundos para bancar o custo da manutenção.

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