A Associação dos Catadores de Lixo Reciclável de Navegantes (Recinave) é responsável pela venda de enfeites de natal a baixo preço. Os associados estão vendendo pisca-pisca e embalagens com 12 bolas a R$ 7,00 e R$ 5,00 respectivamente. Quem tiver interesse em adquirir os produtos, basta ir em horário comercial até a sede da Recinave, que fica localizada na rua Moacir Alfredo Bento, s/n, no bairro São Paulo. Para quem quiser mais informações, basta entrar em contato com Beatriz, uma das associadas, através do número (47) 9721-5723.

Segundo a associada Beatriz Fátima dos Santos, em fevereiro a Recinave recebeu dois caminhões cheios de artigos de natal como bolinhas e luzes. Os membros da associação resolveram guardar esses objetos, arrumá-los e vendê-los próximo da celebração.

Todo o dinheiro arrecadado através das vendas será revertido para os trabalhadores da Recinave. Atualmente, são oito associados e eles têm como fonte de sustento apenas a venda de lixo reciclável. Portanto, os artigos de natal serão de grande valia para eles terem uma situação melhor durante os últimos meses do ano. Nas palavras de Beatriz, “se não vendermos, não vamos ter como sobreviver”.

O que é?

A Recinave, fundada em 2003, recebe doações de material reciclável de Penha, da Naveship, do Aeroporto Internacional Ministro Victor Konder e do Fórum. “Vem o material, e ali fazemos a seleção dele, revendemos e dessa verba a gente paga luz, telefone e as despesas que a gente tem [com a associação]. A sobra a gente divide entre os oito associados”, explicou Beatriz. Segundo ela, não é muita coisa, mas dava pra sobreviver. Porém, desde outubro eles pararam de receber o lixo de Penha, o que complicou a situação dos associados.

Falta caminhão

Outro problema também é a falta de um caminhão para buscar os resíduos. “A gente paga R$ 120 de frete de caminhão pra buscar. Então o frete sai mais do que o ganho durante o mês”, completou uma das associadas.

Vida difícil

A vida dos associados é difícil. Natural de Curitibanos, Beatriz e a família se fixaram em Navegantes e ela entrou na Recinave em 2012. O marido, que sofreu com o desemprego durante a crise econômica no país, também se juntou à associação no ano passado. Eles têm duas filhas, de três e oito anos, e Beatriz confessa que muitas vezes o dinheiro não dá nem para comprar o básico para as crianças, nem mesmo leite. A família mora em uma casa improvisada, no bairro São Paulo, pois não possui dinheiro para pagar aluguel atualmente.

A dificuldade na vida dos catadores é tão grande que em outubro um juiz conseguiu arrecadar uma cesta básica para cada um deles, com o intuito de ajudar na sobrevivência dessas pessoas, haja vista a situação atual.

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