Como parte do controle aduaneiro de cargas nos portos da região, a Alfândega da Receita Federal confiscou na segunda-feira (25) aproximadamente 600 toneladas de mercadorias falsificadas no terminal portuário de Navegantes. Distribuídos em 31 contêineres vindos da China, os produtos adulterados somam valor em torno de R$ 245,7 milhões.

A apreensão ocorreu na manhã de segunda-feira, porém o controle vinha sendo feito há algum tempo, a partir de serviço de inteligência, escaneamento das cargas e inspeção. Navios traziam os produtos há cerca de um mês para o terminal navegantino em um amontoado de caixas no interior dos contêineres.

Segundo a Receita Federal, são cerca de 2,1 mil metros cúbicos de volume de carga apreendida. Os produtos falsificados possuem grande diversificação. Equipamentos eletrônicos, acessórios para celular como cabos e capinha, cabos USB, aparelhos que servem para roubar sinal de tevê a cabo, brinquedos, além de itens que presumidamente seriam utilizados na montagem de smartphones para posterior venda – como telas, baterias, carcaças, etiquetas, entre outros.

Na maioria dos casos, a qualidade dos produtos é visivelmente inferior às originais.

Selo do Inmetro

Alguns deles possuem uma etiqueta de aprovação do Inmetro, o que a Receita Federal cogita ser falsa também. Caixas de som, que deveriam imitar determinada marca, não possuem a etiqueta dela, entretanto deixam um espaço na caixa para inserir uma tarjeta com o nome da marca original.

Cópias malfeitas

Muitos dos brinquedos são visivelmente cópias malfeitas, a exemplo das bonecas do filme “Frozen – Uma Aventura Congelante”, da Disney, que não são fiéis em seu design; um boneco do “Hulk” traz consigo uma arma, o que não condiz com a história do personagem; bonecos do “Batman” e do “Superman” foram encontrados em embalagens dos “Vingadores”, enfim, o palpite é que os brinquedos fossem distribuídos em breve, para abastecer lojas para o Dia das Crianças, que irá acontecer em outubro.

Contravenção

A Receita Federal já identificou as empresas envolvidas na contravenção, mas não divulgou os nomes para não prejudicar as investigações. Elas atuam não somente em Santa Catarina, mas também em outros estados. As cargas averiguadas foram escolhidas após troca de informações entre unidades aduaneiras do órgão, e algumas das empresas em questão já possuem histórico de tentativas de introduzir mercadorias ilegais no Brasil.

Inquérito da PF

As empresas envolvidas serão alvo de inquérito da Polícia Federal e podem sofrer penalidades administrativas. Quanto aos produtos, devem ser destruídos, pois não possuem controle de qualidade. No caso dos brinquedos, podem acabar sendo nocivos para as crianças, enquanto as baterias de celular, por serem de baixa qualidade, podem até mesmo explodir.

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