Após um jovem de 15 anos ter tirado a sua vida em Navegantes no último dia 07, o fato acabou servindo como alerta para as escolas do município. Por conta dessa preocupação com a situação e o bem estar dos alunos, as secretarias de Assistência Social e Saúde irão fazer um trabalho em conjunto para atender os jovens e pais sobre assuntos como depressão, ansiedade e outros transtornos mentais.

Pelo menos três suicídios foram registrados na cidade em 2018. O mais recente, de um aluno da Escola de Educação Básica Professora Júlia Miranda, acabou chocando os demais estudantes, especialmente porque um deles, amigo da vítima, foi alertado por ela minutos antes do ato que abreviou sua vida. Isto também afetou os demais frequentadores da unidade de ensino. Após a fatalidade, outras demandas relacionadas a transtornos mentais de alunos acabaram ocorrendo, o que fez com que a direção do colégio entrasse em contato com o Conselho Tutelar e a Assistência Social.

Apesar de o primeiro passo ter sido da Escola Júlia Miranda, outras diretoras e profissionais de educandários do município passaram a procurar orientação para poder falar com alunos. Devido à alta demanda nas últimas duas semanas, iniciou-se uma ação em conjunto, que começou na quinta-feira passada (24), na escola estadual.

Orientação

Na oportunidade, uma equipe do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) foi até o local para orientar os jovens, trabalhando com reconstituir vínculos rompidos, os tipos de violência que podem ocorrer, onde procurar ajuda, a quem recorrer, alternativas que não sejam extremas.

Primeira de muitas

A ação é a primeira de uma série, que deve percorrer várias escolas da cidade – estaduais, municipais e até particulares. A procura, ao menos, existe de todos os lados. Nessas demandas, há relatos de conflitos familiares em casa, algum tipo de violência que sofreram quanto mais novos, e alguns até participantes de jogos como o da Baleia Azul, notório no ano passado e que consistia em criminosos estipulando tarefas para que as pessoas realizem e que, no final, acabavam com a vítima tendo que tirar sua própria vida.

Situação é difícil

Segundo a psicóloga e diretora de proteção social e especial, Fernanda Nascimento, os profissionais das escolas estão assustados e muitos não sabem lidar com esse tipo de situação, por isso que o apoio da Assistência Social e da Saúde é essencial para o momento. Posteriormente, os pais dos alunos também serão abrangidos pela ação, já que são parte fundamental da discussão. “A gente pensa que alguma ação tem que ser feita, no sentido de prevenção e de eles [os jovens] verem que estão sendo assistidos por alguém”, comentou Fernanda.

Precisa de ajuda?

No município, ajuda para tratamento de depressão e outros transtornos mentais, além de busca pelo direito violado de menores podem ser encontrados no Creas (no Centro), Conselho Tutelar, nos dois Centros de Referência de Assistência Social (nos bairros São Paulo e Nossa Senhora das Graças), e na própria Secretaria de Assistência Social.

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