O ano está acabando e a Portonave já está de olho em 2019. O terminal portuário, responsável por quase 50% da arrecadação do município em Imposto Sobre Serviços (ISS), pretende ampliar seu atendimento com a expectativa da conclusão da bacia de evolução. A obra para alargamento da área de manobras do Complexo Portuário do Rio Itajaí está com mais de 95% realizada e a previsão é que a partir de março ela seja concluída, permitindo já no mês em questão a entrada de navios de 336 metros de comprimento. Atualmente o limite é de 305 metros.

Segundo o diretor-superintendente administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas, na semana passada houve o primeiro processo de simulação com a praticagem, em São Paulo, quando foram feitos testes dentro de um simulador para que os práticos consigam trabalhar com os navios maiores sob todas as condições climáticas e de navegação. Estiveram presente Marinha do Brasil, técnicos da autoridade portuária e técnicos do terminal dengo-dengo. Entre o final de janeiro e início de fevereiro, eles devem fazer um treinamento na Holanda, em seguida a Marinha poderá homologar as novas condições de navegabilidade para que, a partir de março, esses navios possam ser recebidos no canal de acesso aos berços portuários.

Os armadores, juntamente com o Porto de Itajaí e o terminal portuário de Navegantes, contam com a conclusão da obra e com as novas linhas que devem chegar a partir de então.

Cronograma atrasou

A conclusão das obras na nova bacia de evolução fora inicialmente prevista para setembro, depois postergada para novembro e agora se estima que tudo esteja concluído até março. Os recursos são do governo do Estado nesta primeira etapa, avaliada em R$ 128 milhões. Mesmo com a transição da administração estadual, Castilho acredita que isto não deva atrapalhar os últimos detalhes dos trabalhos. O diretor-administrativo da Portonave afirma que a possibilidade de receber navios de até 336 metros coloca o terminal em igualdade para “competição com todos os portos do Brasil”.

Segunda fase

Para Castilho, é necessário começar a discutir a segunda fase do projeto e que não se pode esperar passivamente, sendo necessária a movimentação das autoridades e representantes da região. Inicialmente, a obra permitiria a vinda de navios de 366 metros, porém como não havia recurso para tal, ela foi repartida em duas fases – 336 metros com recursos estaduais e 366 metros com recursos federais. Estimava-se que a segunda etapa da bacia de evolução teria o custo de R$ 200 milhões, mas o valor precisa ser atualizado.

Ano produtivo

Olhando de volta para 2018, a Portonave atingiu bons números, mantendo crescimento. Apesar da saída de três linhas, que foram para o Porto de Itajaí, o terminal portuário ainda detém oito linhas de navegação (três da Ásia, dois do Golfo, e as demais são do Norte da Europa, Costa Leste dos Estados Unidos e do Mediterrâneo) e sua fatia da movimentação do Complexo Portuário deve fechar o ano em torno de 2/3 do total. Dos cinco portos do estado, o de Navegantes é o líder em movimentação, chegando perto de 50% do total das cargas conteinerizadas.

Marcas importantes

Em 2018, a Portonave chegou ao seu aniversário de 11 anos e alcançou marcas importantes, como ter ultrapassado sete milhões de TEUs (unidades de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) movimentados desde o início de suas operações, e também ter recebido mais de seis mil navios ao longo do ano. Em termos de geração de emprego, o terminal conta com cerca de 1,3 mil trabalhadores em suas instalações, e estima-se que suas atividades gerem outros três mil postos de trabalho indiretos na região.

Eficiência

A empresa também mostra eficiência no trabalho. Desde 2014, ela detém o recorde sul-americano de produtividade por navio, chegando a atingir uma média de 270,4 movimentos por hora. A Portonave também mantém o tempo de atendimento de gate (entrada e saída dos caminhões) abaixo dos 15 minutos, dentro do padrão internacional. Em dias de pico, o terminal chega a receber cerca de dois mil caminhões.

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