O Rio das Pedras, localizado na divisa dos bairros Gravatá e Meia Praia, está pedindo socorro, pois a poluição e o assoreamento estão acabando com esse curso de água natural. O resultado desta agressão ao meio ambiente é que o rio fica cheio, quase ao ponto de transbordar, colocando os imóveis instalados nas suas margens em risco, o que ocorreu na quinta-feira (12), quando um morador registrou o acontecimento.

Pior do que a situação atual do Rio das Pedras, é que no texto do novo Plano Diretor de Navegantes que está em análise na Câmara de Vereadores, não foi levado em consideração a necessidade de proteção ambiental desse rio, desde a sua nascente até o mar. O denunciante que enviou as imagens, e pediu para não ser identificado, questionou. “Se protegido pela Área de Preservação Permanente está assim, como ficará quando não houver proteção ambiental?”.

Injustificável

Sem justificativa, os idealizadores do Plano Diretor suprimiram do texto toda proteção ao Rio das Pedras, conforme consta na folha 176 do projeto de lei que está na Câmara Municipal.

400 mil metros

O projeto também suprime outras áreas de preservação permanente existentes hoje no município, como ao lado do acesso ao Porto das Balsas, na rua Jornalista Rui Ademar Rodrigues, entre as ruas Uruguai e Paraguai e o Rio Gravatá. Ao todo, mais de 400 mil metros quadrados de área de preservação permanente irão desaparecer, caso o texto seja aprovado como está, o equivalente a mais de 40 campos de futebol.

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