Após mais de uma semana, a greve dos caminhoneiros chegou ao fim, porém os seus efeitos foram sentidos durante e depois do seu término em todo o país, inclusive em Navegantes. Apesar de alguns serviços ficarem escassos e haver dificuldade na locomoção com automóveis, o prejuízo não chegou a toda a população.

O terminal portuário de Navegantes, por exemplo, não teve grandes impactos com a paralisação. Segundo a assessoria de comunicação da Portonave, a empresa não sofreu com ocupação no pátio, diferente de outros portos pelo país. As operações internas e as de navio continuaram normalmente, e a companhia não sofreu com nenhum tipo de desabastecimento durante o período. Agora, no pós greve, todas as atividades envolvendo os caminhoneiros estão restabelecidas.

Os postos de combustíveis da cidade, no entanto, ainda não voltaram ao normal completamente. Em um dos postos no Centro, a primeira remessa de gasolina aditivada ocorreu somente na terça-feira (05), enquanto até o fechamento desta edição não havia chegado nenhum carregamento de etanol. O gerente do local, Hildo Baldança, diz que o álcool não é prioridade dos postos e tem sido entregue o essencial que, basicamente, se resume à gasolina comum. Segundo ele, as distribuidoras ainda não estão entregando o número exato dos pedidos de combustíveis, possivelmente devido à grande demanda após a paralisação.

Prejuízos

Hildo diz que o estabelecimento sofreu perdas, já que ficou alguns dias sem ter combustível, tendo que arcar com despesas, desde funcionários até contas básicas como a de luz. Outro problema também foi o enfrentamento dos aumentos contínuos das cargas recebidas. Segundo ele, a cada abastecimento havia um novo preço. O Procon esteve no posto para que a gerência pudesse repassar o valor nas bombas que, segundo Hildo, foi de R$ 0,20 entre o início ao fim da greve.

Preço do diesel

Outro problema enfrentado pelos postos é a questão da redução no preço do diesel. Enquanto o Governo Federal anunciou a queda de R$ 0,46 no combustível, o valor ainda não está sendo sentido nas bombas. No caso do posto gerenciado por Hildo, ele baixou o preço em R$ 0,40 após o anúncio, entretanto, o combustível não está vindo com valor reajustado, estando o estabelecimento perdendo em torno de R$ 0,02 por litro no momento.

Restaurantes

Jefferson Henrique, dono de um restaurante, disse que o estabelecimento não precisou fechar as portas nenhum dia, porém seu buffet não ficou completo como costuma ficar. Devido à falta de abastecimento de alguns supermercados, não teve acesso a carnes e peixes mais nobres, porém o essencial conseguiu. Entretanto, pela falta de combustível, acabou perdendo alguns clientes para os quais realizava entrega de marmita.

Equilibrou perdas

Em contrapartida, Jefferson, que também possui uma pousada, disse que conseguiu equilibrar as perdas do restaurante com os ganhos em seu outro estabelecimento. Apesar de ter tido alguns cancelamentos, os clientes que estavam na pousada não conseguiram ir embora sem gasolina no tanque e estenderam a estadia, o que acabou trazendo um retorno acima do esperado nesse período pelo empresário.

Conseguiu trabalhar

Um segurança de uma empresa de vigilância conta que conseguiu trabalhar todos os dias, pois conseguiu combustível assim que soube da greve e economizou. Porém, em alguns dias, as rondas ocorreram com menor frequência. Ele ainda relata que outros companheiros de profissão seus não tiveram a mesma sorte e precisaram ficar alguns dias parados, sem trabalhar.

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