Um grupo de moradores de rua tem sido alvo de reclamações de comerciantes de uma rua próxima ao Aeroporto Internacional Ministro Victor Konder, em Navegantes. Seja pela sujeira ou pelas abordagens a terceiros, os sem teto estão se tornando um incômodo para quem passa pela via ou precisa frequentar os estabelecimentos instalados nas proximidades.

A via em questão é a rua Osmar Gaya, no Centro, que desemboca em frente ao aeródromo navegantino. Segundo um comerciante, os indivíduos fizeram uma espécie de acampamento em frente a um imóvel ainda sem uso. Ele reclama que eles acabam fazendo as suas necessidades fisiológicas por ali, o que causa forte mau odor. Outra comerciante relata que os desabrigados abordam frequentemente as pessoas que estacionam seus veículos na via, indo ou não para os comércios dali, como se o pagamento fosse obrigatório. De acordo com a comerciante, a situação já ocorre há cerca de um mês. E a “bagunça”, diz ela, ocorre também à noite, quando chegam a se reunir em torno de 10 pessoas.

A Secretaria de Assistência Social, no entanto, alega não ter recebido nenhuma solicitação sobre a situação até esta semana, o que ocorreu por intermédio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), uma das divisões da pasta. A reclamação veio na terça-feira (05). Ao saber da situação, o local e os moradores em questão foram inseridos no itinerário de abordagem social realizada pelos funcionários do órgão.

Esteve no local

Segundo o coordenador do Creas, Aldrin Duarte, na quarta-feira (06) o pessoal foi até o local e foi realizada uma orientação ali para os sem teto e deve retornar nos próximos dias lá, para checar novamente a situação. Contudo, o Poder Público não tem a autoridade de obrigar as pessoas a saírem de um local específico na rua. “Não é tão fácil quanto a gente gostaria. Vai conversando, construindo vínculo, pra ver o que acontece”, disse o coordenador.

Trabalho do Creas

O trabalho realizado pelo Creas é encontrar opções para essas pessoas em situação de risco social ou que tiveram seus direitos violados, como os moradores de rua, vítimas de violência física e/ou sexual, psicológica, crianças em vivência de trabalho infantil, entre outros. Conforme Aldrin, o trabalho realizado com cidadãos em situação de rua é o de vinculação. São ofertados a eles, por exemplo, dia de corte de cabelo e barba, banho e café.

Criar vínculo

A ideia é criar um elo e fazer com que haja um resgate do vínculo familiar. Em caso de pessoas de fora do município que se alojam aqui, o Poder Público pode oferecer passagem para qualquer lugar do Brasil de onde sejam originados, desde que respeite os critérios da lei municipal, que estabelece que alguém esteja apto para recebê-lo e o indivíduo não fique na rua novamente.

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