Paulo Sérgio Rodrigues é mais um atleta que encara a difícil tarefa de ter êxito no esporte e conseguir equilibrar suas contas. Lutador de boxe, muay thai e MMA, ele teve de largar o sonho de ser um profissional na área esportiva devido à falta de patrocínios e verba própria para continuar se dedicando exclusivamente às modalidades que pratica. Após nove anos parado sem competir, o morador de Navegantes retornou às lutas no início deste ano e já com vitória.

Professor de boxe, boxe chinês e MMA, Paulo finalmente conseguiu conquistar estabilidade suficiente para se dar mais uma chance na prática profissional de esportes. No dia 18 de fevereiro, ele participou do Áspera FC 49, um dos mais importantes eventos de MMA do país. Em seu primeiro confronto oficial no esporte, Paulo obteve vitória. A ótima estreia fez com que Paulo ficasse ainda mais motivado para continuar tentando viver o sonho de ser um esportista de alto nível.

Antes disso, sua última competição havia ocorrido em 2008, no Rio de Janeiro. Alguns fatores contribuíram para a parada do atleta, que hoje tem 32 anos. Uma delas era a acirrada competição entre os lutadores. O eixo Rio-SP é um dos principais do esporte em geral, e a qualidade dos competidores acabou ofuscando um pouco o mestre em lutas marciais. “A gente tem que estar mais preparado para apanhar do que bater. No Rio de Janeiro tinha muito cara bom, mais preparado do que eu. Fiquei pensando se era algo que queria pra mim”, compartilhou.

O retorno

Outra questão foi o trabalho. Paulo laborava durante o dia em uma empresa e à noite dava aula em uma academia, o que tornava impraticável sua vida de atleta, já que não podia dedicar seu tempo aos treinamentos.

Então ele veio para Santa Catarina. Ao chegar, disputou três lutas de boxe chinês, mas deu prioridade ao trabalho fora dos ringues. Porém, quase uma década depois, Paulo decidiu que era a hora de retornar e tentar mais uma vez buscar o sonho de ser um atleta profissional.

Programação

Até o final do ano, Paulo pretende disputar mais duas competições de MMA e se consolidar na região. Enquanto isso, sua preparação continua – ele tem seu próprio mestre que o auxilia no treinamento – e aproveita o tempo entre uma disputa e outra para também competir em lutas de boxe, como ocorreu no fim do mês de fevereiro, em Curitiba, onde ele acabou perdendo a briga na pontuação. Paulo quer se estabelecer no meio, porém sem pressa. “Estou dando um passo de cada vez”, comentou o lutador.

Falta patrocínio

Não é difícil apenas vencer dentro do ringue ou do octógono, mas para chegar até lá o caminho é árduo. Assim como no passado, conseguir patrocínios não vem sendo fácil. Hoje, Paulo tem o apoio de uma loja de artigos esportivos e suplementos, que o ajuda um pouco, porém está longe de ser o suficiente para os custos de uma carreira profissional. Em junho, ele tem uma luta agendada na Argentina e toda a viagem será custeada com recursos próprios do atleta.

Objetivo

Seu objetivo não é apenas somar vitórias e títulos na carreira, mas também servir de exemplo para seus alunos. Sua intenção é formar não só praticantes do esporte, mas atletas, assim como ele.

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