Uma menina de um ano e sete meses foi morta em Navegantes na segunda-feira (26) após seu tio-avô, Fernando Cristiano Grapp, de 43 anos, tê-la agredido com um taco de madeira na cabeça. A criança, chamada Laura Cecília Bittencourt, morreu na madrugada de quarta-feira (28), no Hospital Pequeno Anjo, em Itajaí, onde estava internada desde o dia da agressão. A Polícia Civil segue com a investigação.

A ocorrência se deu em uma casa no Centro de Navegantes. Uma guarnição da Polícia Militar foi chamada para atender ocorrência onde um homem teria agredido sua sobrinha. A avó da criança, Edivânia Grapp Bittencourt, irmã do autor, informou que fora com Laura até a casa de Fernando, sendo este imóvel fruto de herança e causa de uma desavença familiar. Após entrar na residência, o agressor, armado com um taco de madeira, tentou lhe agredir e também acertou a cabeça da criança que estava em um carrinho de bebê. Uma testemunha, que é amigo da avó, alegou ter sido obrigada a impedir outras agressões, retirando o objeto das mãos do autor do crime. O tio-avô da vítima foi preso em flagrante.

A criança, por sua vez, foi encaminhada ao Hospital Pequeno Anjo, onde veio a falecer na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), com suspeita de traumatismo craniano. Segundo os familiares, ela teve uma parada cardíaca em consequência da agressão. O corpo da menina foi levado na manhã de quarta-feira para o Instituto Médico Legal (IML) de Balneário Camboriú e enterrado na manhã de ontem, quinta-feira (01), em Navegantes.

Investigações

A investigação da Polícia Civil de Navegantes continua e o crime está sendo tratado como homicídio qualificado por motivo fútil, o que pode resultar em até 30 anos de prisão. Porém, a defesa de Fernando alega que ele não enxergou a menina, pois possui problemas de visão. Caso o advogado consiga provar que ele de fato não sabia que estava atingindo a criança recorrente à cegueira total de um olho e problemas parciais no outro, o crime pode ser classificado como lesão corporal seguida de morte.

Dependente químico

Segundo a família, o tio-avô era dependente químico e já tinha um passado de agressões. Em dezembro de 2017, foi registrado um boletim de ocorrência depois de Fernando ter jogado uma garrafa de cerveja contra a irmã, ocasião em que ela estaria com a criança no colo, porém ele não foi detido na ocasião.

Visão não justifica

Conforme Edvânia, que era a tutora legal da criança, o irmão é diabético desde os 12 anos e toma insulina para tratar da enfermidade, e apesar de ter problemas de visão, ele consegue enxergar, pois pilota motocicleta e trabalha normalmente, portanto, sabia o que estava fazendo na hora do crime.

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