Em 30 de setembro de 2011, o cidadão navegantino ganhou uma nova opção de veículo de comunicação para manter-se informado. Ao longo desses praticamente sete anos, o Jornal O Navegantes tem orgulho de ter contado muitas histórias, narrado o cotidiano local e não ter falhado uma semana sequer, toda sexta-feira estando nos pontos de distribuição. A cada ano, quando chega o mês de agosto e a equipe de redação inicia os preparativos para a edição especial do aniversário de emancipação político-administrativa do município, logo surge a pauta caseira, uma matéria programada para contar o que aconteceu durante esse extenso período de circulação. Nesses anos, o periódico se tornou cada vez mais lido e procurado, seja por suas matérias que põem em foco os principais acontecimentos e problemas da cidade, ou por sua sempre polêmica coluna política, Pedra no Sapato.

Em sua carreira, o jornal pressionou o Poder Público por empunhar, editorialmente, algumas bandeiras. A mais simbólica talvez tenha sido o fechamento do lixão no bairro São Paulo, um terreno até então escolhido para o despejo de lixo. A área de terra, utilizada para descarte de dejetos, fazia parte do terreno mapeado para ser utilizado na ampliação do Aeroporto Internacional Ministro Victor Konder. O jornal buscou soluções junto ao Ministério Público do Estado de Santa Catarina, que acabou fechando o aterro clandestino.

Corrupção

O Navegantes também investiu no jornalismo investigativo. Entre as matérias mais relevantes está a que abordou os gastos exorbitantes de alguns funcionários e vereadores na Câmara Municipal. Neste caso, uma denúncia levada ao MP resultou em um processo que apanhou todos os vereadores que passaram pelo Legislativo durante os anos de 2009 até 2012 e ainda tramita na Justiça Estadual.

Hospital

Outro caso emblemático ocorreu em 2015, quando a empresa Beneficência Camiliana do Sul saiu da administração do Hospital de Navegantes e o então prefeito Roberto Carlos de Souza firmou um contrato emergencial com a Associação Proteção e Saúde, mesmo sem ela ter apresentado nenhum documento comprovando experiência hospitalar anterior, algo que era exigido em edital.

Investigação

A reportagem de ON foi a fundo para saber mais detalhes sobre a empresa e se deparou com uma série de problemas legais e processos contra ela ou em nome de seus responsáveis. Tanto o veículo de comunicação quanto a Justiça constataram que a empresa não se encontrava onde alegava funcionar – na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Em suma, o município contratou uma empresa fantasma para cuidar da saúde da população durante três meses. Após esse período, assumiu a administração através de licitação o Instituto de Saúde e Educação Vida (Isev), que ainda encontra-se no posto.

Pronto para mais

Neste período festivo, enquanto algumas pessoas contam a idade de Navegantes, os anos decorridos desde a emancipação, o Jornal O Navegantes conta a história desta terra e dá voz ao seu povo.

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