Em 25 de maio é celebrado o Dia Nacional da Adoção. Por conta da data, Navegantes sedia na próxima terça-feira (22), às 19h, no Centro Integrado de Cultura (CIC), um evento que tem por intuito conscientizar sobre a adoção tardia. A entrada é franca.

A realização é da Secretaria de Assistência Social e contará com palestra de uma promotora do Ministério Público, que falará para os presentes sobre os trâmites legais da adoção, como onde ir, quem procurar e detalhes da parte processual. Também palestrará na oportunidade uma convidada que contará mais sobre sua experiência como filha adotada e mãe adotiva.

A adoção tardia é algo almejado por poucos casais ou solteiros que estão em busca de um filho para adotar. A diretora da Instituição de Acolhimento Municipal Anildo de Souza, Fernanda Nascimento, diz que muitas crianças perdem a chance de ir para uma família por conta do perfil por alguns quesitos, como perfil muito específico (como bebê, caucasiano, saudável e sem irmãos), preconceitos e/ou falta de conhecimento.

Cadastro Nacional

Segundo o Cadastro Nacional de Adoção, no entanto, tem havido uma maior aceitação por perfis mais diferentes ao longo da década. Dos pretendentes na fila de adoção, apenas 31,9% deles aceitava adotar crianças negras em 2011. No entanto, a porcentagem aumentou em 2017, passando para 51,8%. Quanto à idade também houve transformação. Enquanto em 2011, somente 6,7% dos pretendentes aceitariam uma criança maior de cinco anos, em 2017 o número foi para 20,2%. Entretanto, 73,8% das crianças abrigadas hoje têm seis anos ou mais.

Mais de uma criança

Também houve melhora na porcentagem de pretendentes dispostos a adotar mais de uma criança. Em 2011, apenas 17,6% daqueles na fila de espera aceitariam irmãos, enquanto em 2017 o índice foi para 34,5%. Vale ressaltar que 59,4% dos jovens disponíveis para adoção possuem um ou mais irmãos.

Três a quatro anos

Em Navegantes, existem hoje 35 pretendentes cadastrados, esperando pela adoção. E, segundo Shirlei Nisch, assistente social da Comarca de Navegantes, a maioria deles está à procura de crianças de até 3/4 anos de idade, o que naturalmente faz com que o processo seja menos célere, uma vez que a maioria dos pretendentes tem restrições. A assistente social diz que após o curso preparatório, que oferece informações concretas e tira alguns dos preconceitos por trás da adoção tardia, alguns casais acabam ficando mais flexíveis, mas não é a regra geral.

Muitos pretendentes

Segundo dados oficiais, o Cadastro Nacional de Adoção possuía, em novembro do ano passado 8.117 crianças e adolescentes para adoção, enquanto pretendentes ultrapassavam a marca de 41 mil.

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