Na tarde de quarta-feira (04), na Escola de Educação Básica Professora Júlia Miranda de Souza, em Navegantes, ocorreu a assinatura da ordem de serviço que dará início às obras da nova estrutura elétrica da unidade de ensino, financiada pelo Governo do Estado de Santa Catarina.

A ordem de serviço foi assinada pelo secretário da Agência de Estado de Desenvolvimento Regional (ADR) de Itajaí, Edson “Piriquito” Renato Dias, em solenidade que reuniu membros da direção da escola, da Associação de Pais e Professores (APP), vereadores, além da presença de estudantes. A obra custará R$ 64.533,21 e tem prazo para entrega de 90 dias, contando a partir da assinatura. Segundo o secretário da ADR, nos próximos dias haverá homens trabalhando na instalação da nova entrada de energia elétrica do colégio. Foi garantido também que os trabalhos não irão afetar o ano letivo dos alunos, que continuarão com as aulas normalmente.

Segundo a presidente da APP, Kelly Emelly Freitas, a busca pela nova instalação elétrica da escola, a mais antiga da cidade, já dura anos. Desde que assumiu a gestão da associação, no ano passado, vem brigando para conseguir a obra, ao lado de seus demais colegas.

As tratativas

“A gente pegou essa briga em maio e começamos. Eles queriam fazer uma fiação só de ar condicionado, mas pedimos uma reforma elétrica total”, contou Kelly. O projeto de reforma foi feito pela Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (Amfri). Após as tratativas em nível regional, foram iniciadas conversas com a Secretaria de Estado da Educação, o que resultou na liberação dos recursos.

Velha reivindicação

A reivindicação vem desde 2012. Na época, alguns ares-condicionados foram adquiridos pela escola, mas não puderam ser ligados, pois a fiação elétrica da estrutura era velha demais e não comportava vários deles ligados ao mesmo tempo. Em 2014, outra remeça de aparelhos foram adquiridos e nada de o problema ser resolvido.

Governo demorou

Mais de 1,5 mil alunos estudam na unidade de ensino e passaram muitos verões passando calor, enquanto 18 aparelhos de ar-condicionado ficavam parados. Mesmo com protestos de alunos e pedidos de pais, o Governo do Estado de Santa Catarina, levou seis anos para oferecer uma solução à unidade escolar.

Faltou dinheiro

Apesar da obra, ainda há um problema. O recurso não engloba a manutenção dos ares-condicionados, parados há anos, e o longo tempo sem uso pode tê-los danificado. Para conseguir angariar novos fundos, será realizado um novo baile do colégio, no dia 14 de junho. Mais informações devem ser divulgadas em breve pela APP.

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