A rodovia BR 470 continua sendo um grande problema a ser resolvido em Navegantes e Santa Catarina. Diversos governantes, estaduais e federais, prometeram ao longo dos anos duplicá-la. Ainda quando era a ministra-chefe da Casal Civil, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) visitou Blumenau no dia 26 de setembro de 2008, durante o segundo mandato presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na ocasião, ela garantiu a rodovia duplicada até 2010 e que os recursos da obra já estavam assegurados pelo Governo Federal. Contudo, hoje os catarinenses sabem que isso não era verdade.

Os anos passaram, as promessas foram quebradas, e os usuários da rodovia continuam pagando o preço da negligência dos governantes. Na quarta-feira (26), um grupo de vereadores esteve na sede do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT/SC, em Florianópolis, para cobrar a manutenção do trecho da BR 470 que passa pelo município.

Na ocasião, o superintendente do órgão em Santa Catarina, engenheiro Vissilar Pretto, prometeu solucionar os problemas de manutenção do trecho. Segundo o núcleo de comunicação do DNIT/SC, no trecho entre Navegantes e Indaial (do km 0 ao km 74), a empresa LCM é a responsável pela limpeza, sinalização e pela manutenção da rodovia, e está no momento realizando o serviço de tapa buraco, dando prioridade aos pontos críticos.

Contrato

O contrato com a LCM foi firmado em setembro e tem prazo de duração de dois anos, num valor de R$ 24 milhões. Até o momento, o órgão catarinense tem R$ 1,5 milhão empenhado e aguarda disponibilização de recursos no orçamento para intensificar os trabalhos.

Ritmo reduzido

O DNIT/SC afirma que há ritmo reduzido na execução de algumas obras, como nos lotes 3 e 4. O lote 1, que contempla a duplicação de 18,6 quilômetros da rodovia em Navegantes, tem conclusão prevista para fevereiro de 2018. O valor da obra é de R$ 206.208.150,59 e as empresas responsáveis são o Consórcio AZZA-SOGEL e a PROSUL.

18,1% executado

Segundo o DNIT, 18,1% do físico já foi executado. Neste momento, os trabalhos estão focados na execução de infraestrutura da Ponte do Rio Luiz Alves (km 18) e da Ponte do Canal do DNOS (km 16). O órgão catarinense informa que há frentes restritas por necessidade de desapropriações, remanejamento da rede de gás e interdição por conta de possível sítio arqueológico (km 19 – km 20).

Lote 2

O lote 2 é o mais avançado – com 37% do físico executado – porém a obra é maior: são 26,2 quilômetros, entre o km 18,6 ao 44,9, em Gaspar. A conclusão deste trecho está prevista para maio de 2018 e tem um valor total de R$ 329.761.268,13.

Lote 3

O lote 3 (Blumenau, do km 44 ao 57), e o lote 4 (Blumenau à Indaial, do km 57,8 ao 73,2) estão ambos paralisados pela necessidade de desapropriações para continuarem, conforme informa o DNIT/SC. O primeiro tem apenas 6,09% do seu físico executado, numa obra orçada em R$ 178.350.260,32 e com entrega para julho de 2017, data que tende a não ser cumprida pelo ritmo atual. Já o segundo ainda não tem nenhum trabalho executado, portanto não há previsão de entrega. Neste trecho, o orçamento previsto é de R$218.906.919,41.

Desapropriações

Para realizar a duplicação completa da BR 470, são necessários ainda 1442 processos de desapropriação, sendo 320 deles no lote 1, em Navegantes.

A BR 470 é o 40º trecho mais crítico das rodovias federais de acordo com levantamento da Polícia Rodoviária Federal, baseado no número de acidentes graves, de mortos e feridos entre outubro de 2014 e setembro de 2015. A PRF também divulgou, em março deste ano, que a rodovia foi a segunda que mais causou óbitos em 2015 – foram 114 mortes. Entre 1º de janeiro de 2005 e 31 de dezembro de 2014, foram registradas 1153 mortes na rodovia.

 

 

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