Nem todas as crianças poderão passar o Dia das Mães com a sua. Os motivos são os mais variados. Em alguns casos, jovens são afastados da sua família de origem pois estão temporariamente impossibilitados de cumprir a função de cuidado e proteção dos menores de idade, o que faz com que eles sejam encaminhados para o acolhimento institucional, sob medida de proteção ou em situação de risco pessoal e social. Navegantes é uma das cidades que possui um abrigo próprio, chamado aqui de Instituição de Acolhimento Municipal Anildo de Souza e, atualmente, abriga sete crianças.

O abrigo municipal recebe crianças de 0 a 12 anos. Acima de 12 anos somente com grupos de irmãos. O período máximo de permanência é de um ano e meio (18 meses), mas varia de caso a caso. Segundo o artigo 101 do Estatuto da Criança e do Adolescente, “o acolhimento institucional e o acolhimento familiar são medidas provisórias e excepcionais, utilizáveis como forma de transição para reintegração familiar ou, não sendo esta possível, para colocação em família substituta, não implicando privação de liberdade”. É feito todo um trabalho para que os jovens retornem para a família, porém nem todos conseguem, e os motivos são vários. Neste caso, elas acabam entrando para o cadastro nacional de adoção.

Rotina normal

Apesar de se encontrarem em uma situação adversa, tudo é feito para que as crianças sejam acolhidas e ganhem o melhor tratamento possível no tempo em que permanecem na instituição. Segundo sua diretora, Fernanda Nascimento, é feito tudo para que a rotina seja a normal de uma casa.

Atividades

As crianças vão para a escola – para não haver outra quebra em seu cotidiano, elas são mantidas nos colégios que frequentavam em seus bairros –, vão a passeios, fazem cursos, entre outras atividades. Até mesmo as refeições são feitas sob medida, em colaboração com os menores de idade – que dizem tudo o que gostam de comer – e a equipe do abrigo. “A intenção do acolhimento é proporcionar o que na verdade é o direito que elas não tinham em casa e era violado”, comentou a diretora.

Equipe técnica

Para fazer o acompanhamento da saúde física e mental das crianças, existe uma equipe técnica exclusiva para atendê-los, incluindo psicólogo, pedagogo e assistente social, além de os serviços de saúde do município também estarem disponíveis para eles. O trabalho dos profissionais é importante e reforçado próximo a datas festivas, a exemplo de Dia das Mães, que são muito celebradas nas escolas e pode acabar afetando os abrigados, afastados da família.

Boa aceitação

De acordo com a diretora, o trabalho é feito sempre antes de épocas como essa, e geralmente as crianças aceitam bem, inclusive oferecendo as lembrancinhas dadas pela escola para algum funcionário do abrigo, que acaba servindo de figura materna/paterna para elas. E, para aquelas crianças que estão em trabalho de retornar à família, é oferecido um almoço no abrigo.

Visitas constantes

Apesar de no passado contar com auxílio do Governo do Estado para se manter, há anos o governador não faz nenhum repasse para a instituição, tendo o município que arcar com todos os custos. O abrigo municipal é referência na região. Para ter certeza que nenhum direito está sendo tirado dos menores e também checar as condições do local, todo mês o Ministério Público e o Poder Judiciário enviam responsáveis para visitá-lo.

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