Em dezembro de 2017, Navegantes recebeu um incremento de 15 homens no efetivo do 25º Batalhão da Polícia Militar. Porém, o problema da segurança pública no município está longe de acabar. Em muitos dados, a cidade parece ter sofrido uma piora considerável dentro do setor no ano passado. Se o número de homicídios e latrocínios aumentou, outros delitos também tiveram alta em comparação com o ano anterior, ainda que os dados de dezembro ainda nem tenham sido revelados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP/SC).

Em termos de violência contra a mulher, o número de estupros consumados dobrou em 11 meses. Até o final de 2016, foram registrados 17 desses, enquanto até novembro do ano passado foram contabilizados 36. As queixas de 2017 ainda não haviam superado as de 2016, mas estima-se que irá superar quando os números de dezembro forem publicados. Em 11 meses, foram 276 queixas registradas, contra 288 ao longo do ano antecessor.

Com um mês a menos a ser contabilizado, outros crimes bateram recorde em Navegantes. O número de estelionatos cresceu, passando de 190 em 2016 para 219 até novembro de 2017. Houve também aumentou nos furtos. Em 2016, foram contabilizados 1323 casos, contra 1352 nos 11 primeiros meses de 2017.

Comércio sofre

O aumento da violência acaba impactando outros setores, como a economia. Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do município, Claudio Jesus Cotienschi, o comerciante acaba se vendo obrigado a investir em sistemas de segurança, com instalação de câmeras, alarmes, grades, algo que não tem retorno nenhum por parte do Estado, mas que infelizmente não tem como ficar sem – o próprio relata ter sofrido alguns arrombamentos em seu próprio comércio.

Mudança no Conseg

Para a Associação Empresarial de Navegantes (Acin) muitas medidas podem ser feitas para que a segurança pública seja melhorada. Uma delas é mudar a lei municipal que determina que o conselho de segurança municipal seja regido, obrigatoriamente, pelo secretário da área. Segundo Rinaldo Araújo, presidente da entidade, “a história mostra que eles [secretários] não gostam de fazer essas reuniões, é um conselho de fachada, ele não tem tido eficiência dentro do município”.

Novas câmeras

Outra medida, que já foi discutida e tem apoio da Acin é a instalação de novas câmeras pela cidade. Rinaldo, no entanto, ressalva que ainda não estão plenamente a favor da idéia, pois acredita que as imagens devam estar não somente dentro da Navetran, mas principalmente com a Polícia Militar.

Evitar invasões

Na parte do que cabe ao município, Rinaldo entende que se faz pouco, como é o caso das invasões pela cidade, algo que poderia ter sido evitado – já que foi alertado em seu princípio – e hoje a situação saiu de controle, sendo que muitos dos crimes ligados ao tráfico de drogas, por exemplo, acabam surgindo do meio dessas concentrações. A ineficácia por parte dos políticos e a promessa de alguns às comunidades, alegando que irão regularizar de alguma maneira as áreas ocupadas, “acaba atrapalhando no processo de melhoria de segurança”.

DEIXE UMA RESPOSTA