Para inglês ver

A Comissão Especial de Inquérito que apura a fraude do novo que virou velho e fétido Plano Diretor de Navegantes deve marcar, em fevereiro, o retorno ao trabalho de nossos queridos vereadores, aqueles que ganham uma fortuna para trabalhar duas horas, no máximo, seis dias ao mês e estão em férias de verão. A oposição, se é que alguém sabe quem pertence a qual grupo no balaio de gatos da Câmara Municipal, não deve conseguir votos suficientes para que Emílio Vieira (PSDB) arranque os cabelos. Há quem garanta haver possibilidade de os opositores atingirem número para o impeachment, sandice. Por sorte, essa canalhice está sendo seriamente investigada pelo Ministério Público do Estado de Santa Catarina, lá o buraco é mais embaixo.

Previsão realista

A comissão de inquérito terminará em pizza porque os vereadores já pensam na campanha de 2020, não convém arranjar briga com a indústria da construção civil, os financiadores. Para pegar os corruptos, precisarão chegar também nos corruptores, daí o bicho pega. E se for para fazer um trabalho sério, deve-se iniciar pelo ex-prefeito Roberto Carlos de Souza, quem assinou o contrato do Plano Diretor mais de uma vez, era o chefe do Executivo dengo-dengo e presidente da Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí-Açu, a Amfri, entidade com parcela de culpa em todo este roubo, digo, contratação ilegal de serviços para revisão do Plano Diretor. Foi Bob quem recebeu o documento final, faltando uma série de itens previstos como Código de Obras e Posturas. Sequer foi prestado contas da nababesca quantia paga por esta patifaria.

Parecemos o Tio Sam

Há um livro, editado nos EUA que trata da atuação da máfia italiana na indústria da construção civil, lá em Nova Iorque. Até a família Gambino, uma das mais perigosas é citada. Considero chique o fato de empresários navegantinos trazerem de fora referências para a cidade, porque um grupo local atua na obscuridade, agindo tal qual o crime organizado norte americano. Está aí a máfia dos alvarás para comprovar o pensamento. Se uma investigação for a fundo, e parece haver uma em curso, ligará o escândalo do plano diretor à máfia dos alvarás, quem articulou tudo no paço municipal, o cérebro e chefe dos corruptos na trama. Assim será fácil encontrar os elementos corruptores, como donos de construtoras e depósitos de contêineres, dados a encontros fortuitos em chácaras para acerto de propinas destinadas a agentes políticos e servidores públicos. Se isto acontecer, o destino de muitos será a Canhanduba.

Eu já sabia!

Não publico isto hoje, no calor das notícias que surgem sobre o escândalo do plano diretor e da máfia dos alvarás, retrato tais fatos há muitos anos, quando denunciei que engenheiros que aprovam ou aprovavam projetos na prefeitura, também os fazem ou faziam. Há ou havia uma regra de um aprovar a ilegalidade do outro. Determinado servidor tem lojas alugadas e espalhadas pela cidade, construídas em total desacordo com a lei, desrespeitando recuo, faltando vagas de estacionamento, entre inúmeras outras ilegalidades. Pelos mesmos motivos, um ex-prefeito tem apartamento (no nome de laranjas) em praticamente todas as ilhas, digo, prédios construídos por uma empresa. A construtora em questão conseguiu virar dona de uma rua. Isto mesmo, ganhou para si um espaço público, agora irá construir e depois venderá para algum contribuinte algo que era dele e da população navegantina.

O bando do paço

Na sequência de assuntos toscos, mais uma vez formalizei pedido de informação para ter acesso aos valores pagos para um grupo dentro de Prefeitura de Navegantes, os amigos do rei, beneficiados pela inescrupulosa Vantagem Pessoal Nominalmente Identificável (VPNI), a herança maldita de Roberto Carlos de Souza e que tem potencial para quebrar os cofres municipais no futuro. Na última vez que pedi acesso aos números, a resposta foi que eu deveria abrir mais de três mil páginas, de cada servidor municipal para tê-los, o que é ridículo, além de afrontar a Lei de Acesso à Informação. Parece que a Secretaria de “indi”Gestão e “des”Controle  quer encobrir esta verdadeira festa da uva e esconder quem são os privilegiados da administração pública. Será que o titular da pasta também recebe?

Pediu o boné

O agora ex-secretário de Desenvolvimento Econômico e Receita, Antônio Carlos Carmona solicitou exoneração e a partir de 04 de fevereiro passará a atuar na iniciativa privada, algo que ele me havia confidenciando no fim do ano passado, mas pedira sigilo. No início da semana, veículos de imprensa sem compromisso com a verdade e que tratam a informação como mercadoria, chegaram a publicar que Carmona havia sido demitido e que o novo titular da pasta seria o vice-prefeito Donizete José da Silva (PSB) – quase esqueci o nome completo, de tão escondido que anda. Chegou-se ao cúmulo de sugerir que o moita, digo, Donizete, poderia acumular dois salários, o que qualquer idiota sabe ser ilegal, logo impossível de acontecer.

Ele finge não ver

A intenção de Carmona seria exonerar-se em 01 de fevereiro, mas na quarta-feira (23) fora informado que o prefeito havia pedido a antecipação do ato, pois deve anunciar o nome de três novos secretários hoje, sexta-feira (25). Sobre os novos integrantes do primeiro escalão falaremos semana que vem. Enquanto isto, quem continua deitando e rolando no paço é a turma da banda podre. Tic, tac, tic, tac…

<>SOBE<>

A partir de segunda-feira (28) eu, Renato Sandrini, retornarei à Rádio Cidade, 91,7 FM, agora três vezes ao dia, no quadro Política em Foco, sintonize lá

<>DESCE<>

Empresários que amealham riquezas em Navegantes e que deveriam garantir desenvolvimento sustentável para gerações futuras, hoje são meros corruptores

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