De volta ao passado

Esta semana tive uma confirmação de que o ferry boat, mais do que uma vergonha para Navegantes, ao ser tocado por uma empresa que sequer participara de uma licitação para poder administrar tal serviço, já que a companhia que o faz, ganhara esse direito por meio de tratativas obscuras, cumprindo a tarefa de maneira precária e sem oferecer o mínimo em conforto ou economicidade aos usuários, além de um atraso de vida, as balsas são verdadeiros túneis do tempo. Quando as embarcações atracam na margem sul do rio, chega-se no desenvolvimento, em Itajaí, mas na borda norte, retrocede-se anos.

Processo espúrio

A constatação se deu, quando li em uma rede social, o transparente chamado da Prefeitura de Itajaí, para que a população participe da revisão do Plano Diretor daquela cidade, por meio de um questionário disponível na internet e também das audiências que serão realizadas. Na hora lembrei-me do vexaminoso processo envolvendo o mesmo projeto em Navegantes. Começou com a administração municipal, na gestão passada, contratando uma empresa apenas para revisar o texto em vigor, o que depois virou, ao arrepio da lei, a confecção de um novo código. Na sequência, a formação do colegiado, outro desrespeito à legislação vigente.

Sucessão de lapsos

Além de começar errado, o Plano Diretor dengo-dengo foi e continua sendo um show de horrores. Um secretário municipal, cheio de más intenções, comandou o processo criminoso, acompanhado de alguns empresários da construção civil que lhe molharam a mão. O que as pessoas sérias integrantes do colegiado, inclusive alguns ligados ao ramo imobiliário, conseguiram impedir que constasse do texto, depois fora modificado, nos porões da prefeitura, de forma purulenta e desonesta. O projeto que chegou para votação na Câmara de Vereadores não condiz com o que fora produzido e a votação está suspensa, sob minuciosa análise do Ministério Público.

Terra de ninguém

Ceifaram áreas de preservação permanente, inclusive da nascente de rio, confessadamente modificaram o texto no Executivo, enfim, não houve compromisso com o desenvolvimento sustentável da cidade, só com interesses pecuniários de alguns inescrupulosos empresários. Por isto iniciei todo o texto com o atraso, com o retrocesso no tempo, pois tudo isto passa a impressão de que Navegantes está sujeita ao capital, aos coronéis de ontem que, com bolsos repletos de dinheiro, conseguem o que querem por suas desonrosas ligações com o poder, mais precisamente com altos integrantes do governo municipal.

Eleições 2018

Quem achou que não haveria candidatos navegantinos nas urnas em outubro, enganou-se, pois após a data limite para realização das convenções partidárias, se balançar uma árvore na cidade cai postulante a cargo público. Serão dez ao todo, sete que buscarão a cadeira de deputado estadual e outros três que disputarão assento na Câmara Federal em Brasília. Em comum, o que os pleiteantes reúnem é a imensa dificuldade em obter sucesso na empreitada. Mas como dizem os nativos do planalto e oeste catarinense, não está morto quem peleia. No decorrer das próximas semanas e colunas vou falar de cada um.

Só para rir mesmo

Confesso que no último domingo (05), quando a legislação prevê o fim das convenções para escolha dos candidatos, me diverti, pois os acordos nacionais e estaduais geraram uma pândega em Navegantes, o PMDB e o PSDB, água e óleo na cidade, estarão coligados, tanto na majoritária quanto na proporcional. Significa dizer que o prefeito Emílio Vieira (PSDB) e o seu adversário nas eleições de 2016, Fredolino Alfredo Bento, o Lino, precisarão sair na rua abraçadinhos, pedindo voto para os candidatos de vossa coligação. É bom colocar detectores de metal na porta das reuniões políticas desse ajuntamento.

 Sobe_Desce

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