Loteamento fuleiro

Venho batendo na tecla das ilegalidades cometidas em Navegantes por alguns empresários do ramo da construção civil e mercado imobiliário, mas tem quem ache ser exagero. Porém, as peripécias e trambiques dessa turma viraram caso de polícia. Um passarinho do canto grosso e bico para lá de afiado, esmiuçou para este débil e insano jornalista, o episódio de um loteamento irregular que levou um agente desse segmento para o xilindró, após ação do Ministério Público de Santa Catarina, provando o que sempre afirmo, que o MP é o último bastião da ordem e da moralidade nos dias atuais.

Vamos aos fatos

Trata-se do Loteamento Jardim das Rosas, lá no Gravatá, no qual estavam vendendo terrenos, mesmo sem o total desembaraço do trâmite legal para aprovação do empreendimento. Esta área de terra engloba a nascente do Rio das Pedras e o Código Urbanístico vigente torna ilegal o fracionamento desta unidade, por tratar-se de Área de Preservação Permanente. Vale ressaltar que, como já explicitei anteriormente, na Prefeitura de Navegantes tem gente que por uma boa propina consegue fazer chover no deserto e por conta disto o processo de liberação prosperou, contudo, não fora concluído.

Atrás das grades

Segundo a fonte, chegou ao Ministério Público a informação de que terrenos no Loteamento Jardim das Rosas estavam sendo comercializados, sem a devida legalização do empreendimento, o que configura crime contra a economia popular e frente a tal situação, o MP ajuizou ação e junto com a Polícia Militar envidou esforços que resultaram na prisão em flagrante do loteador, André Luiz Narciso Rosa e de mais dois corretores que trabalhavam para ele. Em minha opinião, faltou prender o funcionário do alto escalão da Secretaria de Governo que participou de toda a tramóia.

Procure o MP

A ave que trouxera a informação deixou claro que o objetivo da conversa seria dar publicidade a esses fatos, não por outro motivo, senão o de que algumas pessoas foram lesadas neste episódio, mais precisamente todas as que compraram terrenos no Loteamento Jardim das Rosas e elas têm o direito ao ressarcimento dos valores pagos. Se você leitor, está nesta situação ou conhece alguém que tenha sido enganado por esta turma, deve procurar o Ministério Público, na 4ª Promotoria de Justiça, pois esta é a maneira de reaver o montante desembolsado.

Importante frisar

Os fatos narrados demonstram que é preciso ter cuidado e buscar informações antes de se aventurar no ramo imobiliário em Navegantes. Esse segmento e a indústria da construção civil, como qualquer outra atividade humana, são formados por gente honesta, mas também por bandidos. Não há de se generalizar, assim é na imprensa, no comércio e até na igreja. Há padres pedófilos, pastores trambiqueiros, mas não significa que nenhum religioso preste, sendo necessária a separação do joio e do trigo. Na política, a maioria é desonesta, mas ainda há aqueles em que podemos confiar.

Visita ilustre

Esta semana fui procurado pelo vereador Alício Jacob Ricobom Filho (PSD), o Liço, presidente da Câmara Municipal, juntamente com o procurador geral da casa, Edilson Antônio dos Santos. Ambos trouxeram a este sobrepesado e mal-apessoado caça letras, todo o processo inerente à votação do novo Plano Diretor de Navegantes. Para sintetizar ao máximo a conversa, sou obrigado a me desculpar, por ter acusado a mesa diretora do Legislativo de ter colocado o projeto em pauta de forma açodada. Vale frisar que essa foi a única referência que fiz ao comandante do parlamento, pois acreditava que deveriam ter esperado.

Restou provado

Liço fez tudo dentro da mais absoluta transparência e cumpriu rigorosamente o que ditam as leis, o que não é nenhuma surpresa para mim, pois além da confiança que tenho no vereador, sei que ele é orientado pelo doutor Edilson, quem considero um dos melhores advogados de nossa cidade e uma das mais brilhantes pessoas que tive a honra de conhecer, algo de família, pois estendo os elogios ao irmão, Edson dos Santos.

Contudo, entretanto

Reafirmo que nos corredores do paço o texto fora alterado por algum marginal, cuja motivação fora propina. A contratação da empresa que comandou o processo se deu inicialmente para revisão do Código Urbanístico vigente, depois virou a redação de um novo Plano Diretor. Desde a formação do colegiado até a votação, não há como contar quantos atos ilícitos foram cometidos. Na Câmara, ainda chama atenção o silencio da oposição. Resumindo, penso que seria melhor anular tudo o que foi feito e começar do zero, não há solução melhor que esta, pois do contrário, quem sairá ganhando serão alguns bandidos.

Elogiou

Esta semana um empresário que não citarei o nome, me disse que eu pego muito pesado com o secretário de Segurança Johnny Coelho, e narrou uma experiência em que fora ajudado pelo gestor daquela pasta. O cidadão rasgou elogios, dizendo que precisamos de mais pessoas assim no primeiro escalão da administração municipal. Pois bem, está feito o registro, mas enquanto não fiscalizar o trânsito de carroças, o meu elogio Johnny não terá.

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