Traição na política

O pré-candidato ao Governo do Estado de Santa Catarina ou ao Senado, Napoleão Bernardes (PSDB), cancelou a viagem que faria a Navegantes, em um périplo programado para visitar municípios     onde o prefeito reeleito de Blumenau pretende angariar votos, depois que decidir se casa ou compra uma lambreta. Relembro aos nobres leitores que o postulante está recebendo algum apoio de ex-prefeito Roberto Carlos de Souza, mas Bob já se mostrou um traíra em 2014, quando abandonou seu correligionário, Paulo Bauer, para abraçar a candidatura do indefectível, medíocre e propineiro Raimundo Colombo, do PSD.

Qual o real motivo?

Resta saber se a desistência de Napoleão se dera em função dele ter descoberto que não pode confiar em Bob Carlos, o famoso Rei da planilha de propinas da Odebrecht, ou se foi por outra razão. A verdade é que o diretório do PSDB dengo-dengo tem nomes mais confiáveis para Bernardes buscar apoio, gente que não se vende por um punhado de migalhas, ou pelo dinheiro sujo roubado por empresas corruptas e que depois irriga campanhas de calhordas como Colombo e sua turma, em todo o território nacional. Melhor repensar o arco de alianças, antes de remarcar a visita, é o conselho que posso dar.

Pé de guerra

E por falar em campanha eleitoral, um passarinho da cabeça grande e do bico afiado confidenciou a este néscio e gordo caça letras que Roberto Carlos vai se posicionar na eleição em lado oposto a Emílio Vieira (PSDB). Na teoria dessa ave de rapina, se o capilarmente desfavorecido prefeito apoiar fulano, Bob apoiará sicrano, se o alcaide disser que gosta de verde, o filho da dona Maria vai de vermelho e assim por diante, tudo para mostrar ao Chefe do Executivo quem é mais forte. O pássaro afirma que o ex-mandatário fala mal do sucessor nos corredores do paço, sem o menor respeito ou cordialidade.

Pegou fogo

O secretário Johnny Coelho fora chamado na sessão de segunda-feira (04) na Câmara de Vereadores, para explicar aos legisladores em que pé está a situação da licitação para o transporte público em Navegantes. Obviamente que o mandatário da pasta da Segurança Pública tentou dourar a pílula, mas trocando em miúdos tudo o que disse, confirmou que o processo está parado, esperando estudo realizado por uma empresa supostamente especializada no assunto, que levou uma fortuna em dinheiro do contribuinte dengo-dengo para deixar tudo como está, enquanto a população pena sem um serviço minimamente aceitável.

Precisa retroceder

A verdade é que Johnny não pode ser cobrado por isto. Tenho as minhas restrições ao secretário, principalmente por ele prevaricar e não fazer cumprir a lei que proíbe veículos de tração animal na área urbana da cidade, mas preciso ser justo e o engodo da licitação do transporte e os famigerados estudos pagos a peso de outro começaram no governo de Roberto Carlos de Souza. Em minha opinião, e deixo claro, é suposição não afirmativa, assim como Bob vendeu o serviço de água para a Odebrecht por R$ 500 mil, o mesmo fora feito nesse caso, e alguém levou mais algum por fora nos ditos estudos inacabáveis.

A saga continua

Precisamos ir além, pois querem fazer estudos para a captação de água, ou seja, vamos ver o mesmo filme. Este roliço e feio palpiteiro afirma que ele próprio e o senhor leitor terão abotoado o paletó de madeira e virarão pó, antes de a água ser captada pela Prefeitura de Navegantes, caso o caminho seja o que está delineado, de contratarem empresas supostamente especializadas para realizarem este ou aquele estudo. No transporte, por mais que tudo tenha começado na gestão anterior, basta ver que o atual governo até aqui não fez nada para resolver o problema e continua pagando por indecentes estudos.

Um gozador

O governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) mostrou-se um pândego de primeira linha quando, em resposta à reportagem do Jornal O Navegantes, disse que nada irá fazer em relação ao serviço de ferry boat, mais precisamente sobre licitação decente para uma empresa poder prestar o serviço de forma legal, não nas coxas como feito atualmente, porque o caso deve ser resolvido pela Justiça. Vale frisar que o TJ/SC derrubou liminar da primeira instância que determinava que a licitação fosse feita, mas não impediu, em momento algum, que o governo do Estado o fizesse. Falta vontade política e vergonha na cara.

Até rimou

É óbvio que Pinho Moreira não depende do serviço de travessia, pois quando viaja por Santa Catarina, se desloca de avião ou helicóptero, tudo pago com o dinheiro do contribuinte, inclusive destes aqui de nossa região, que penam por um serviço horrível de ferry boat para atravessar o rio Itajaí-Açu. Caso fosse uma pessoa ao menos séria, o governador deixaria o legado em sua administração e acabaria com esta pouca vergonha, determinando o processo licitatório. Porém, políticos não costumam brigar com endinheirados perto de campanhas, pois no país da piada pronta, quem pode menos é quem paga a conta.

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