A praia do Gravatá voltou a sofrer estragos por conta do mar agitado. Entre os dias 06 e 07 de setembro, o calçadão localizado na avenida Prefeito Cirino Adolfo Cabral, a beira-mar, em especial próximo à altura da Pedra do Miraguaia, foi danificado com a forte ressaca. A recuperação da orla deve iniciar nos próximos dias e irá custar ao todo cerca de R$ 300 mil aos cofres públicos.

Segundo a Secretaria de Obras, a primeira parte da recuperação será a instalação de pedras no início do bairro do Gravatá. As pedras foram doadas por uma empresa conforme projeto aprovado pela Câmara de Vereadores. O restante da obra será custeada com recursos próprios. No momento, a pasta está trabalhando em cima do orçamento dos caminhões e máquinas que devem ser utilizados nos trabalhos e o montante a ser gasto deve ficar entre R$ 200 mil e R$ 300 mil.

Para que a execução dos reparos seja realizada com celeridade, o prefeito em exercício Donizete José da Silva (PSB) decretou Situação de Emergência – Nível 01, por meio do Decreto nº 435 de 08/09/2017, para que houvesse liberação do órgão ambiental para dar início às obras necessárias. A oficialização aconteceu por conta de pedido expedido pela Comissão de Proteção e Defesa Civil de Navegantes.

Área isolada

Ainda durante o feriado, a Defesa Civil isolou a área mais afetada, entre as ruas Francisco Schmidt e Jerônimo de Souza. O deque de madeira e as rampas de acesso sofreram grandes estragos, o que fez com que parte do calçadão fosse interditada pelas autoridades, pois ainda havia risco de desmoronamento por conta da erosão marinha.

Reincidência

Esta não é a primeira vez que o calçadão do Gravatá sofre com interferência da natureza. Há pouco menos de um ano, no dia 28 de outubro de 2016, as fortes chuvas e ressaca do mar causaram grandes estragos no município, em especial no deque de madeira do Gravatá, que ficou parcialmente destruído. Apesar de o Governo Federal, por meio da Defesa Civil, ter feito a liberação de R$ 1,6 milhão para realizar a recuperação dos prejuízos, as obras ainda não começaram.

Processo de espera

No final de agosto, o prefeito em exercício relevou ao ON que o dinheiro ainda não estava nos cofres do município, sendo apenas liberado quando houver o vencedor da licitação para realizar as obras. Segundo o secretário de Governo, Cassiano Ricardo Weiss, eram três lotes dentro do pacote e a licitação já foi homologada. Agora resta aguardar pela liberação do Ministério da Integração para que se dê o início dos trabalhos.

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