Nem sempre o ano começa depois do Carnaval. Em Santa Catarina, desde janeiro as estatísticas mostram resultados positivos na retomada do crescimento econômico. Dados da Junta Comercial de Santa Catarina (Jucesc) apontam que o número de empresas criadas cresceu 11% em comparação com a média mensal de janeiro e fevereiro de 2018.

A retomada da economia catarinense vem se refletindo em uma crescente abertura de novos negócios. Em 2017, surgiram 88.740 empresas. Em 2018, outras 110.601 novas constituições; hoje são aproximadamente 134 mil (entre 2018 e 2019).

Em janeiro, Santa Catarina foi o estado que mais gerou empregos: 20.157 novas vagas. O resultado foi o maior saldo para o mês da história do indicador, desde 1992. A expectativa é que a criação de oportunidades de trabalho continue positiva nos próximos meses.

“A diversidade cultural e produtiva, desenvolvimento territorial e humano e um extraordinário potencial de crescimento econômico são características que diferenciam nosso Estado e o colocam, por exemplo, como o segundo mais competitivo do país, já por dois anos consecutivos. Por isso, para nosso orgulho, temos em Santa Catarina os melhores indicadores sociais do Brasil”, avaliou o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Lucas Esmeraldino.

Otimismo

Na indústria estadual o clima também é de otimismo em relação a 2019. O setor cresce a uma taxa significativamente maior que a da média brasileira. A Sondagem Industrial de janeiro, apresentada pelo Observatório da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), mostra que as perspectivas dos empresários para os próximos seis meses são otimistas, com a expectativa de aumento da demanda e quantidade exportada, além do avanço do número de empregados e de investimentos

Crescimento

Para o economista Paulo Zoldan, tão importante quanto aumentar o número de empresas é gerar mais oportunidades de crescimento sustentável e ao mesmo tempo retrair a informalidade. Santa Catarina tem a menor taxa de informalidade do país, mas grande parte do crescimento de empresas tem origem no desemprego que castigou os brasileiros nos últimos anos.

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