A tradicional Panificadora Pomerode, instalada no bairro do Gravatá, está completando 30 anos de existência. O estabelecimento foi apenas a terceira padaria da cidade e desde 1988 faz parte da vida dos navegantinos, tudo por conta da família Modro, que fundou e continua tocando o negócio.

Valmor, de 73 anos, é o patriarca. Antes de iniciar seu negócio em Navegantes, morava em Pomerode, cidade onde ele, esposa e filhos nasceram. Trabalhou no famoso Cristais Hering, em Blumenau. Ia e voltava de bicicleta, percorrendo dezenas de quilômetros por dia nas pedaladas. O constante desgaste foi um dos motivos que fez com que ele ansiasse por algo seu. Seu pai morava em uma cidade do litoral, chamada Navegantes, e foi pra lá que Valmor e a família se mudaram.

Valmor e a esposa Iris formaram uma dupla, dando início à fabricação de pão caseiro e cucas. Primeiro eles começaram a trabalhar junto a uma cancha de bocha, em 1982. A parceria se manteve por seis anos, porém a família acabou saturando do quadro e criou seu próprio espaço. Foi então que em 1988 o legado atual começou a ganhar forma.

Ditmar conta que o pai não queria pôr o sobrenome da família no negócio, e Valmor acabou optando em colocar o nome da cidade natal deles. A motivação, é claro, foi uma sacada de marketing. Na época (e ainda hoje), haviam muitos veranistas e até moradores fixos oriundos de Pomerode.

14 famílias

Conforme relata Valmor, quando iniciaram, havia cerca de 14 famílias no bairro, então todo mundo se conhecia. No início, não era um local extremamente concorrido, mas a panificadora foi crescendo.

Até 40 mil pães dia

Enquanto Valmor e Iris ficavam focados na produção, a filha Dagmar ficava no caixa e o filho Ditmar na rua, responsável pelas entregas, vendas e relacionamento com clientes. “Começávamos às 4h e íamos até 22h”, contou ele. A Panificadora Pomerode passou a ofertar pães caseiros, cucas e pães franceses por toda a região, desde mercados de Navegantes até estabelecimentos de Penha, Piçarras e Barra Velha. “Nós entregávamos de 30 a 40 mil pães por dia”, revelou Ditmar.

Carreira solo

O filho de Valmor, após passar 16 anos com o pai na padaria, resolveu seguir carreira solo e começou seu próprio negócio. Em fevereiro deste ano, 2018, entretanto, em acordo familiar, resolveu regressar e assumiu a gerência da Pomerode novamente. O patriarca da família Modro, no entanto, não está disposto a parar de trabalhar. Continua na fabricação de pães no período da tarde, porém prefere que a parte administrativa fique nas mãos do rebento.

Prazer e orgulho

Em um espólio que permeou a vida de tantos navegantinos, Valmor afirma ainda sentir o mesmo prazer de trabalhar no local e o aniversário de três décadas do seu negócio o enche de orgulho, assim como sua família – afinal, sem ela, tal legado não existiria.

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