Mercantilismo

Com necessidade de recompor a base política na Câmara Municipal, o prefeito Emílio Vieira (PSDB) procurou Jassanan Ramos (PMDB), o Monan, oferecendo-lhe cargos no primeiro escalão do governo, com a intenção de que o parlamentar passe a fazer parte da bancada de situação. Segundo fontes ouvidas pela coluna, o vereador balançou com a proposta e a iminente possibilidade de ganhar algumas tetas na estrutura governamental e estaria a um passo de abandonar o discurso oposicionista e abraçar a defesa da atual administração.

Vai se dar mal

Talvez a conta que Monan tenha deixado de fazer é que ele fora eleito com a proposta de oposição e com os votos do bairro São Pedro, exatamente onde o grupo que atualmente administra a cidade enfrenta resistências desde 2008, portanto, poderá ganhar alguns cargos, mas ao se tornar base de sustentação do governo, irá cometer um suicídio político, matando qualquer pretensão de reeleição e não precisa ser um gênio para chegar a esta conclusão. Resta esperar se Jassanan irá ou não dar este tiro no pé e se tornar o vereador de um mandato só.

Pouco produtivo

Por falar em Câmara Municipal, o ano legislativo nem bem começou e, na primeira sessão ordinária de 2018, o que os vereadores mais fizeram foi pedir a colocação de lombadas. É inacreditável que os edis não consigam enxergar que a cidade tem outras demandas, além dos quebra-molas. A impressão que se tem é que os parlamentares vivem em outro município, única explicação para a cegueira que torna os encontros na casa do povo pouco interessantes para a comunidade. Ganhar R$ 10 mil por mês para exigir a colocação de lombadas e trocar nome de rua é desperdício de dinheiro público.

Uso melhor do tempo

Dou um conselho aos vereadores, os senhores poderiam montar uma comissão para ir a Florianópolis exigir do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), mudanças no trevo de acesso ao bairro Pedreiras, haja vista que aquele pedaço da BR 470 vem ceifando vidas e no feriado carnavalesco vitimou dois jovens, em mais uma tragédia para famílias navegantinas. O exercício da vereança exige sintonia fina com a sociedade, fazendo-se necessária a atenção às demandas da coletividade. É preciso sair dos gabinetes, abrir mão do ar condicionado e lutar pelos reais interesses do povo.

Tem treta  

Um projeto para recuperação da orla no bairro Gravatá fora modificado para que abrangesse a troca de todo o deck da praia, de uma ponta a outra do bairro, o que originalmente não fora previsto. Até aí tudo bem, mas quem encabeçou tal alteração foi um secretário que se tornou sócio da empresa que irá executar o serviço, portanto, ao invés de devolver a faixa de areia para munícipes e turistas, preferiu colocar o dinheiro no próprio bolso. O assunto já fora levado ao Ministério Público e será devidamente investigado, podendo render alguma dor de cabeça no paço municipal.

Precisa repensar

O Navegay passou e mais uma vez deixou para trás discussões sobre a pertinência ou não de a prefeitura investir altas cifras para a realização de tal evento. Sou totalmente a favor da festa, da qual participo há anos, sempre no mesmo trio elétrico, bem organizado e que não recebe um só centavo de dinheiro público. Acho apenas que gastar centenas de milhares de reais para o Carnaval é um desrespeito com o contribuinte. Há de se buscar soluções para que a iniciativa privada banque a folia. Isto é feito em muitos lugares, o que falta aqui é vontade e planejamento.

Assim não dá

Recebi esta semana a informação e irei ao local comprovar, de que determinada creche da rede municipal vem passando por dificuldades por falta de estrutura, ao mesmo tempo em que agentes políticos e membros do primeiro escalão do governo, de dentro de seus escritórios, sob o conforto de ar condicionado e outras regalias, ligam para exigir novas matrículas para amigos e apaniguados. Vagas nestas unidades devem ser distribuídas por critérios sérios e transparentes, não por favorecimento a este ou aquele.

Escuridão e medo

A orla da praia na área central de Navegantes está um breu só, causando insegurança a quem passa pelo local. Segundo consta, a fiação elétrica fora subtraída por marginais, favorecendo a atuação de traficantes que agem livremente na área, além da prostituição que se faz presente com travestis que batem ponto no local. O que deveria servir para o lazer e diversão dos munícipes virou motivo de vergonha e um salvo conduto para a bandidagem. Alguma coisa precisa ser feita, em caráter de urgência.

Ausência sentida

Quem vem fazendo falta em Navegantes é o último gentleman do mundo corporativo e superintendente da Portonave, Osmari de Castilho Ribas. O capo do terminal portuário chegou a filiar-se a partido político, ensaiou a entrada na vida pública, mas ultimamente tem sido pouco visto, criando um rombo nos muitos corações que conquistou ao longo do tempo, inclusive deste néscio e obeso caça letras. Tomara que as exaustivas tratativas para conquistas de novas rotas comerciais não absorvam a totalidade do tempo de Castilho e permitam que ele volte a circular pela cidade, como antigamente.

DEIXE UMA RESPOSTA