Cada dia é uma vitória na vida de Harumi Santa Rosa Pinheiro, de 10 anos. A moradora de Navegantes enfrenta pela terceira vez o câncer. As células cancerígenas, que tinham desaparecido durante o tratamento ao longo de 2016, retornaram este ano. A descoberta, que ocorreu em maio, pegou de surpresa a menina e a mãe Lilian Miranda Santa Rosa.

O câncer mais uma vez ataca o sistema nervoso e, possivelmente, também a medula. Exames ainda serão feitos para determinar se as células cancerígenas atingiram outras regiões do corpo da garota.

O tratamento de Harumi nunca fora interrompido. Desde o ano passado, ela é submetida a uma série de quimioterapias, medicamentos e até radioterapia. Toda segunda-feira ela viaja à Joinville, no Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria, para ser atendida. Entre abril e maio, a garota passou por maus momentos. Vômitos, dores na cabeça e nas pernas, desmaios, apresentando até falhas na locomoção, fala e visão. Eram sinais de que a enfermidade havia regressado, com força. Ela passou praticamente um mês internada, até o início de junho.

Transplante

Em busca de alternativas, Harumi recentemente foi até Curitiba/PR, ao Hospital Pequeno Príncipe, o maior hospital pediátrico da América Latina. Por lá, pediram uma série de exames, para que seja elaborado um novo protocolo de tratamento para a paciente. Não é descartada a possibilidade de um transplante de medula óssea em caso de comprovação do câncer no órgão.

Tomografia

Um dos exames requisitados é a pet scan, um exame de imagem que utiliza uma substância radioativa para rastrear células tumorais no organismo. Este tipo de tomografia tem a capacidade de mostrar o funcionamento de um tecido a nível molecular, sendo hoje uma das tecnologias mais modernas para acompanhar a existência e a progressão de diversos tipos de câncer.

Custo é alto

Contudo, o custo do exame é alto (uma média de R$ 4 mil a R$ 5 mil) e o Sistema Único de Saúde (SUS) só o oferece em casos de câncer de pulmão, colorretal, linfoma de Hodgkin e linfoma não Hodgkin.

Não tem condições

Infelizmente, a família de Harumi não possui o dinheiro para realizá-lo. A garota recebe um valor mensal do governo por conta do câncer e o pai, separado de sua mãe, paga pensão. Ainda assim, o valor mal é suficiente para pagar o básico. Lilian, sempre à disposição da filha, não consegue tempo para trabalhar, portanto não possui renda própria. Enquanto não consegue o exame, Harumi deve continuar fazendo o tratamento com quimioterapia em Joinville e, possivelmente, terá de voltar às sessões de radioterapia, em Blumenau.

1ª Eucaristia

Apesar das dificuldades, Harumi conseguiu tomar sua primeira eucaristia no último dia 04, na capela Nossa Senhora de Fátima. Ainda que no sacrifício, pois ainda estava um pouco debilitada devido à longa internação, Harumi aproveitou cada momento com os familiares e os amigos. Ela garante que, apesar da doença, está bem e disposta. “Foi bem legal [fazer a comunhão]. Ganhei [vários presentes]. Eu ganhei uma boneca, uma coisa de fazer sorvete da Barbie do meu pai, roupa, caderno. Fiquei feliz”, contou a garota.

Preocupação

Naturalmente, a mãe está preocupada. Ela tem ciência de que a situação é séria, mas não perde as esperanças e tenta aproveitar cada momento com a filha. “Eu tô curtindo o que eu posso”, comentou. “Essa semana, ela estava comigo conversando sobre saudade, quem vai embora, e foi uma conversa que me destruiu por dentro. Doeu em mim. Eu fiquei pensando, admirando ela. Ela está aqui pertinho. Eu tô com medo. Só que eu tenho que me sentir forte”, disse a mãe emocionada.

Se puder, ajude

Quem quiser contribuir com Harumi financeiramente, pode fazer um depósito na seguinte conta: Agência 6407, Número da Conta 24227-7, Banco Itaú, Conta Corrente, em nome de Lilian Miranda Santa Rosa, CPF 728.854.912-72. Quem tiver interesse em conhecer mais sobre a história da garota e colaborar de outra forma, pode entrar em contato com a mãe pelo número (47) 99932-8166.

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