Montou num burro

O título da nota remete a um dizer bastante conhecido lá para as bandas de Lages, terra natal da primeira dama do Legislativo de Navegantes e foi escolhido para expressar o descontentamento do presidente da Câmara Municipal, Samuel Paganelli (PSDB), que fora deliberadamente desrespeitado pelo presidente do NavegantesPrev, Jan Ullrich, por conta de um pedido de informações que não fora respondido no tempo certo. Paganelli, homem de extrema paciência e cujo principal traço de conduta é o bom humor e o respeito ao próximo, ficou deveras contrariado com a atitude do despreparado comissionado.

Proposição aprovada

Samuel, em resposta à falta de respeito de Jan, apresentou requerimento onde solicitou na sessão de segunda-feira (12) na Câmara, nota de repúdio pela atitude desastrada do comandante do instituto de previdência municipal. O pedido foi aprovado, porém, o que chamou a atenção fora o fato de três vereadores terem votado contrários à moção. O trio de cavaleiros do apocalipse, Norma Espíndola (PR), Paulo Ney Laurentino (PSDB) e Jefferson Macarini (PSDB), ao que tudo indica, não está nem aí para a casa legislativa e para a consideração que se deve ao parlamento local.

Para isto eles servem

O que foi emblemático durante a sessão da Câmara é que estes mesmos três vereadores votaram contrários a um pedido de informação direcionado a uma empresa privada, o qual tinha por objetivo investigar se houve corrupção na compra de produtos por parte da Secretaria de Saneamento (Sesan). Ou seja, para defender um provável ilícito o trio serviu, mas para tomar satisfações pelo desrespeito sofrido pelo Legislativo, uma vez que Samuel nada mais é do que o representante daquela casa, os vereadores preferiram se isentar, lavando as mãos.

Dignos de vergonha

Vale ressaltar que estes três vereadores são na verdade a imagem do escárnio, das nulidades políticas que teimam em existir. Norminha dispensa comentários e, em minha opinião, não tem sequer capacidade cognitiva para explicar o que faz na Câmara, já que não teve sequer voto para chegar lá, fora alçada ao mandato porque os detentores da vaga preferiram mamar em tetas da prefeitura. Quem deve explicações é quem ainda vota nesta cidadã. Paulo Ney, conforme me falou um servidor do Legislativo, parece mais um bezerro recém desmamado, que ainda sonha com a teta, neste caso quer uma teta para dar de presente ao filho, talvez por isto não tem mais voto para se eleger, ficando só na suplência.

Pia pançudo

Já Jefferson, como relatei em colunas anteriores, mais parece uma marionete nas mãos do suspeito Juliano de Maria, aquele que se elegeu falando em moralizar a Câmara, mas saiu pela porta dos fundos, acusado pelo Ministério Público de suposta fraude em licitações. Não passa de um ventríloquo que sequer possui vontade própria, em meu entendimento. Mas estes três vereadores não são culpados por estarem onde estão, a culpa é do eleitor, que faz na urna o que deveria fazer apenas na privada de sua casa.

Filinho de papai

Paulinho Bornhausen, que nada mais é do que o fruto mal concebido da pior oligarquia já vista em Santa Catarina, esteve em Navegantes dias destes e almoçou com Roberto Carlos de Souza – o homem que teria recebido dinheiro roubado da Odebrecht para facilitar a vida da empresa na concessão do serviço municipal de água e esgoto – e com Jonas de Souza – latifundiário e criador de gado que não consegue explicar o ganho de capital exatamente no período em que o irmão fora prefeito. Até almoçar com esta gente indigesta que sequer é de seu partido tudo bem, mas o que gerou espanto na cidade é que o abobalhado político sequer passou para fazer uma visita ao prefeito em exercício, Donizete José da Silva, este sim membro do PSB local.

Ficou com o bagaço

Entre o joio e o trigo, Paulinho Bornhausen optou por ficar com o joio, desprezando peremptoriamente o PSB dengo-dengo, fato que gerou revolta em muitos filiados. Confesso que este néscio caça letras não foi surpreendido pelo ato de deslealdade do filho da nefasta oligarquia, pois ele está na política apenas pela força de seu pai, uma vez que não possui qualificadores técnicos e sequer éticos para exercer a representação de nossa Santa & Bela, tanto é que hoje em dia Paulinho não se elege nem para síndico de prédio mais. No lugar de Donizete, eu já teria pedido a desfiliação deste partido, o qual não merece pessoa tão integra e proba em seus quadros, carcomidos por gente da pior espécie na esfera estadual.

Força meu nobre

Esta semana, na quarta-feira (14), o vereador Jassanan Ramos (PMDB), popularmente conhecido por Monan, sofreu dura perda com o falecimento de seu pai, que há algum tempo lutava contra grave enfermidade. O parlamentar, pessoa humilde, mas de grande valor ético e moral, certamente terá pela frente momentos de dor e saudades, e por isto venho aqui externar minha solidariedade e colocar o ombro a disposição deste grande representante da comunidade navegantina. Conheço muito pouco de Monan, mas este pouco é o suficiente para nutrir por ele um verdadeiro sentimento de confiança e admiração. Que Deus possa aplacar o sofrimento de toda esta enlutada família.

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